EUA não têm pressa para renovar trégua comercial com China e avaliam novas tarifas
O governo de Donald Trump sinaliza que não pretende apressar a renovação da trégua comercial com a China, prevista para terminar em novembro de 2026. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que novas reuniões ocorrerão ainda este ano, mas destacou que a China tem cumprido parcialmente suas obrigações em relação a minerais críticos. Bessent não descartou a aplicação de novas tarifas sob a Seção 301 da legislação comercial americana, desde que não haja aumento nas alíquotas.
Contexto das negociações
A trégua comercial entre Estados Unidos e China, firmada em novembro de 2025, está prestes a expirar. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou em entrevista à Reuters que o governo Trump não tem pressa em estender o acordo. Bessent mencionou que a China tem sido 'satisfatória, mas não excelente' no cumprimento de obrigações relacionadas a minerais essenciais, um dos pontos centrais do acordo. Ele também destacou que novas tarifas poderiam ser aplicadas sob a Seção 301, desde que não houvesse aumento nas alíquotas existentes.
Próximos passos e reuniões
Bessent revelou que planeja se reunir com o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng antes do encontro entre Xi Jinping e Donald Trump, previsto para setembro em Washington. O secretário do Tesouro enfatizou que as negociações continuarão, mas não indicou um cronograma definido para a renovação do acordo. A estabilidade nas relações comerciais foi citada como um ponto positivo, embora Bessent tenha deixado claro que os EUA estão avaliando todas as opções, incluindo a possibilidade de novas medidas tarifárias.