Fabricantes Chinesas de Automóveis Reviram Estratégia e Focam em Carros a Combustão no Brasil
Marcas chinesas como GWM, GAC e Caoa Changan decidem focar em carros a combustão para ampliar participação no mercado brasileiro. A estratégia visa conquistar os 80% de consumidores que ainda não migraram para veículos elétricos, que representam apenas 15% das vendas totais no país. Especialistas apontam que essa mudança de foco permite às empresas chinesas aproveitar o excedente de produção e oferecer modelos equipados a preços competitivos no Brasil.
Reorientação Estratégica das Montadoras Chinesas
Fabricantes chinesas de automóveis, incluindo GWM, GAC e Caoa Changan, estão reorientando suas estratégias no Brasil para priorizar o mercado de carros a combustão. Essa decisão visa capturar uma fatia significativa do mercado nacional, atendendo aos 80% de consumidores que ainda utilizam veículos movidos a gasolina e diesel. Atualmente, veículos eletrificados representam apenas 15% das vendas totais no Brasil.
Competição e Posicionamento de Mercado
A guinada para carros a combustão é uma resposta ao cenário atual, onde os veículos eletrificados, apesar de em crescimento, ainda não dominam o mercado. As montadoras chinesas buscam o volume de vendas em um segmento tradicionalmente liderado por marcas estabelecidas. Especialistas sugerem que o foco inicial em veículos elétricos serviu para construir reputação, e agora as empresas podem alavancar o excedente de produção na China para introduzir modelos convencionais bem equipados e com preços competitivos no Brasil. O CAOA Changan Uni-T, por exemplo, já é produzido nacionalmente na versão a combustão.
Pressão Tributária e Fluxo de Produção
O movimento também ocorre em um contexto de pressão tributária. Carros a combustão provenientes da China enfrentam um imposto de importação de 35%, similar à alíquota de veículos elétricos. Sem um benefício tributário direto para a exportação desses veículos, a estratégia de escoar a produção para o mercado brasileiro se torna uma alternativa. A expectativa é que esses veículos venham com um nível de equipamentos superior ao habitual em versões de entrada, devido à disponibilidade e custo de produção na China.