CFM autoriza dois novos tratamentos focais para câncer de próstata com menor impacto em funções urinária e sexual
O Conselho Federal de Medicina (CFM) aprovou o uso do ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e da crioablação para tratamento de câncer de próstata localizado e de risco intermediário favorável. As técnicas visam preservar tecidos saudáveis e reduzir efeitos colaterais como incontinência urinária e disfunção erétil, marcando uma evolução no tratamento oncológico no Brasil.
Detalhes das novas técnicas aprovadas
O CFM publicou resolução que autoriza o uso do ultrassom focado de alta intensidade (HIFU) e da crioablação para pacientes com câncer de próstata localizado e de risco intermediário favorável. As terapias focais tratam apenas a região afetada pelo tumor, evitando a remoção ou irradiação completa da próstata. A expectativa é minimizar efeitos colaterais comuns em tratamentos tradicionais, como incontinência urinária e disfunção erétil, que impactam significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
Critérios de elegibilidade e aplicações clínicas
As novas técnicas são indicadas para homens com câncer de próstata localizado em uma única área do órgão, excluindo casos mais agressivos ou avançados. Segundo o CFM, os procedimentos são recomendados principalmente para tumores de risco intermediário favorável, além de situações específicas, como pacientes previamente tratados com radioterapia ou com tumores de baixo risco. A abordagem segue a tendência da oncologia moderna de preservar tecidos saudáveis, equilibrando eficácia e qualidade de vida.
Evolução no tratamento do câncer de próstata
Historicamente, os tratamentos padrão para câncer de próstata incluíam a prostatectomia radical (remoção completa da próstata) ou radioterapia em toda a glândula. Embora eficazes, esses métodos frequentemente resultavam em sequelas urinárias, sexuais e reprodutivas. Com avanços em exames de imagem e maior compreensão do comportamento dos tumores, tornou-se possível identificar pacientes que podem se beneficiar de abordagens menos invasivas, como as terapias focais recém-aprovadas.