Juiz de Los Angeles rejeita acusações de difamação de Smokey Robinson em processo por abuso sexual
O juiz Kevin C. Brazile, de Los Angeles, rejeitou as acusações de difamação apresentadas por Smokey Robinson contra ex-funcionárias que o acusam de abuso sexual. A decisão não avalia a veracidade das alegações de abuso, mas concluiu que não há evidências suficientes para responsabilizar as acusadoras ou seus advogados por chamarem o cantor de estuprador em uma coletiva de imprensa em 2025. Robinson não conseguiu provar que as declarações foram feitas com 'malícia real', requisito legal para casos envolvendo figuras públicas.
Contexto do caso
Smokey Robinson, lendário artista da Motown, enfrentava um processo movido por duas ex-funcionárias anônimas que alegam terem sido vítimas de abuso sexual pelo cantor. Em contrapartida, Robinson apresentou acusações de difamação contra as mulheres e seus advogados, após serem chamadas de 'estuprador' em uma coletiva de imprensa realizada no ano passado. O juiz Kevin C. Brazile, responsável pelo caso, decidiu focar exclusivamente nas alegações de difamação, sem entrar no mérito das acusações de abuso sexual.
Decisão judicial
A decisão do juiz Brazile baseou-se na ausência de provas de que as acusadoras agiram com 'malícia real', um padrão legal exigido em casos de difamação envolvendo figuras públicas nos Estados Unidos. Segundo o magistrado, embora existam inconsistências e circunstâncias incomuns no relato das acusadoras, como o incentivo a uma irmã para continuar trabalhando após os supostos abusos, não há evidências suficientes para sustentar que as declarações foram feitas com conhecimento de falsidade ou desconsideração imprudente pela verdade.