Venezuela: Delcy Rodríguez convoca 'Grande Peregrinação' contra sanções dos EUA e anuncia aumento de renda para trabalhadores
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, convocou uma mobilização nacional, a 'Grande Peregrinação', de 19 de abril a 1º de maio, para exigir o fim das sanções impostas pelos Estados Unidos. Ela também anunciou um aumento na renda dos trabalhadores em 1º de maio, prometendo um reajuste responsável para evitar a hiperinflação.
Mobilização Nacional Contra Sanções
Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, anunciou em pronunciamento nacional, do Palácio de Miraflores, a convocação da 'Grande Peregrinação'. Esta mobilização visa unificar a população na exigência pelo fim definitivo das medidas coercitivas unilaterais, incluindo bloqueios econômicos e sanções, impostas pelo governo dos Estados Unidos. A mandatária declarou: 'Convoco uma Grande Peregrinação para o fim das sanções contra a Venezuela de 19 de abril a 1º de maio. Todos os setores econômico, político e social, unamos nossas vozes em um único clamor. Vamos aprender a dialogar e levar a Venezuela rumo ao futuro de prosperidade que nos pertence.'
Aumento de Renda e Reformas Sociais
Rodríguez prometeu um aumento na renda dos trabalhadores a partir de 1º de maio, descrevendo o reajuste como 'responsável e sustentável' para prevenir episódios anteriores de hiperinflação. Dados apresentados no discurso indicaram que, entre 2017 e 2019, os aumentos nominais totalizaram 36.911.165%, enquanto a inflação atingiu 62.000.000%. Foi anunciada a instalação da Comissão para o Diálogo Trabalhista, integrante da Assembleia Constituinte do Trabalho e da Previdência Social, que visa redesenhar o sistema de proteção social com a participação do Estado, setor privado, trabalhadores e aposentados. A presidente interina alertou sobre a fragilidade do sistema de pensões, diretamente impactado pelo bloqueio americano, informando que o governo financia 91% das pensões, com o setor privado contribuindo apenas 9%. A Venezuela possui mais aposentados do que contribuintes ativos, e o modelo atual exigiria cerca de 38 milhões de trabalhadores ativos para sustentar o sistema de pagamento. Adicionalmente, Rodríguez ordenou ao Ministério do Trabalho a formalização do setor trabalhista para mitigar problemas.