Busca por antecedentes criminais de pretendentes cresce como medida de segurança para mulheres
Casos recentes de violência contra mulheres, incluindo feminicídios, levam especialistas a recomendar a verificação de antecedentes criminais de parceiros como medida preventiva. Advogada alerta para a necessidade de cautela e respeito à privacidade, destacando que buscas superficiais na internet não são suficientes para garantir segurança.
Caso recente reforça alerta
A morte da baiana Ana Luiza Mateus, que caiu do 13º andar de um prédio na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, em 22 de abril de 2026, trouxe à tona a discussão sobre a segurança de mulheres em relacionamentos. O namorado de Ana Luiza, Endreo Ferreira, foi preso em flagrante e, horas depois, cometeu suicídio na cadeia. O caso reforça a importância de medidas preventivas, como a verificação de antecedentes criminais, para evitar riscos em relações afetivas.
Limites legais e eficácia das buscas
A advogada Renata Deiró, especialista em direito de família e violência contra a mulher, ressalta que a busca por antecedentes criminais pode ser uma ferramenta útil, mas deve ser realizada dentro dos limites da lei. Ela alerta que pesquisas superficiais na internet, como buscas no Google ou análise de redes sociais, podem gerar uma falsa sensação de segurança. "As pessoas mostram nas redes apenas o que querem. Um homem pode aparentar ser tranquilo publicamente, mas ter um comportamento completamente diferente em relações privadas", explica Deiró.
Problema estrutural e educação
Renata Deiró destaca que a necessidade de as mulheres se protegerem em relações afetivas reflete um problema estrutural na sociedade. "É muito triste que as mulheres precisem se defender de homens em relações afetivas. Isso mostra o quanto ainda precisamos avançar na educação e no combate ao machismo", afirma. A especialista reforça que, além de medidas individuais, é fundamental investir em políticas públicas e educação para mudar essa realidade.