Professores de escolas particulares de Teresina entram em paralisação por reajuste salarial e melhores condições de trabalho
Cerca de 50 professores da rede particular de ensino de Teresina realizaram paralisação nesta segunda-feira (25) para reivindicar reajuste salarial acima da inflação, melhoria na gratificação por qualificação e retorno da bolsa de estudos integral. As negociações com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Piauí (Sinepe-PI) seguem sem acordo desde fevereiro, com nova reunião marcada para 2 de junho.
Reivindicações e mobilização
Os professores paralisaram as atividades no cruzamento das avenidas Raul Lopes e Jóquei Clube, na Zona Leste de Teresina, para protestar contra perdas salariais acumuladas desde 2020, estimadas em 5% para o ensino básico e 10% para o ensino superior. Além do reajuste, a categoria exige a manutenção do piso salarial, o retorno da bolsa de estudos de 100% para docentes e auxiliares, e melhorias na gratificação por qualificação, especialmente para mestrado e doutorado. O presidente do Sinpro-PI, Jurandir Soares, destacou a sobrecarga de trabalho extraclasse, principalmente no ensino infantil e fundamental.
Negociações em andamento
O Sinepe-PI informou que as aulas seguem normalmente e que as negociações com o Sinpro-PI foram suspensas por 30 dias após audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na última quinta-feira (21). Segundo Leonardo Airton, presidente do Sinepe-PI, a medida visa permitir a continuidade das conversas para finalizar a convenção coletiva de 2026/27. Uma nova reunião está agendada para 2 de junho, mas até o momento não houve contraproposta formal por parte do sindicato patronal.