Alemanha rejeita ameaças dos EUA a Cuba e defende soluções diplomáticas
O chanceler alemão Friedrich Merz afirmou que não há base para uma intervenção militar dos Estados Unidos em Cuba, durante coletiva de imprensa ao lado do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Merz destacou que conflitos devem ser resolvidos por meios pacíficos e diplomáticos, não por ações que possam gerar novos problemas globais. Lula também criticou a falta de respeito à integridade territorial e aos direitos humanos.
Contexto das ameaças dos EUA
Os Estados Unidos mantêm um embargo econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas, reforçado recentemente por medidas unilaterais da administração de Donald Trump. Em 29 de janeiro de 2026, Trump assinou uma ordem executiva declarando 'estado de emergência nacional', alegando que Cuba representa uma 'ameaça incomum e extraordinária' à segurança dos EUA e da região. A medida acusa o governo cubano de alianças com 'países hostis' e de abrigar 'grupos terroristas transnacionais'.
Posicionamento da Alemanha e do Brasil
Friedrich Merz, chanceler alemão, rejeitou as justificativas para uma possível intervenção em Cuba, afirmando que 'não existe absolutamente nenhuma base discernível' para tal ação. Ele ressaltou que não há ameaça perceptível a terceiros países e que os EUA não têm motivos para uma intervenção. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, também se manifestou contra a falta de respeito à autodeterminação dos povos e aos direitos humanos, questionando: 'Onde está a autodeterminação dos povos? Onde está o respeito pelos direitos humanos?'.