BYD e Amado Batista Incluídos na "Lista Suja" do Trabalho Escravo pelo Governo Federal
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou a "lista suja" de trabalho análogo à escravidão, incluindo 169 novos empregadores. Entre os nomes divulgados estão a montadora de carros elétricos BYD e o cantor sertanejo Amado Batista. Os casos de trabalho escravo reportados ocorreram entre 2020 e 2025, resultando no resgate de 2.247 trabalhadores em 22 estados brasileiros.
Atualização da "Lista Suja" e Novos Empregadores
O governo federal divulgou nesta segunda-feira (6) uma nova atualização da "lista suja" do trabalho escravo, que incluiu 169 novos empregadores. O cadastro, mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) desde 2004, é divulgado semestralmente em abril e outubro para dar transparência às ações de fiscalização. A inclusão de um nome na lista ocorre após o encerramento de todas as etapas administrativas, com julgamento definitivo e sem possibilidade de recurso. Em geral, os empregadores permanecem no cadastro por dois anos, sendo retirados se não houver reincidência. Nesta atualização, 225 nomes foram excluídos por cumprirem o prazo. O número total de nomes no cadastro agora é de aproximadamente 613. Os novos casos reportados resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores e ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 estados brasileiros, com maior concentração em Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Paraíba e Pernambuco. As atividades econômicas mais frequentes foram serviços domésticos, criação de gado, construção civil e atividades agrícolas.
Casos Envolvendo Amado Batista e BYD
Na lista de novas autuações, duas propriedades do cantor Amado Batista foram incluídas. Os autos referem-se ao Sítio Recanto da Mata, dedicado ao cultivo de milho e com quatro trabalhadores envolvidos, e ao Sítio Esperança, voltado à pecuária leiteira e com dez trabalhadores. A montadora de carros elétricos BYD também teve seu nome incluído no cadastro.