Motoristas criam cooperativas de transporte por aplicativo para fugir de taxas abusivas de Uber e Lyft
Motoristas nos Estados Unidos estão abandonando plataformas tradicionais como Uber e Lyft para trabalhar em cooperativas de transporte por aplicativo, onde possuem participação nos lucros e pagam taxas menores. Daniel Mondragon, motorista de uma cooperativa no Colorado, relata ganhos mais justos e maior flexibilidade em comparação com as grandes empresas do setor.
Cooperativas de motoristas ganham força como alternativa a Uber e Lyft
Motoristas de transporte por aplicativo nos Estados Unidos estão migrando para cooperativas autogeridas como forma de escapar das altas taxas cobradas por plataformas como Uber e Lyft. Daniel Mondragon, morador do Colorado, é um dos motoristas da *The Drivers Cooperative Colorado*, uma cooperativa com cerca de 1.500 motoristas que atende regiões como Denver, Boulder, Colorado Springs e Fort Collins. Diferentemente das grandes empresas, a cooperativa é propriedade dos próprios motoristas, que pagam uma taxa de adesão e recebem uma fatia maior dos lucros de cada corrida. Enquanto Uber e Lyft chegam a reter mais da metade do valor das corridas, a cooperativa cobra apenas 20% por viagem.
Flexibilidade e renda extra: os benefícios da cooperativa
Mondragon, que também fundou uma organização sem fins lucrativos focada em promover a não violência, destaca a flexibilidade como um dos principais atrativos da cooperativa. Em 2025, ele faturou cerca de US$ 5 mil trabalhando entre oito e dez horas por semana, conciliando as corridas com suas atividades no terceiro setor. 'Sabia que a cooperativa era um empreendimento novo — lançamos um aplicativo no ano passado — e que não seria uma fonte de renda principal, mas valeu a pena pela autonomia e pelo retorno financeiro mais justo', afirmou. A iniciativa reflete um movimento crescente de trabalhadores que buscam alternativas aos modelos tradicionais de gig economy, onde a remuneração e as condições de trabalho são frequentemente criticadas.