Irã autoriza ajuda humanitária em Ormuz, mas mantém bloqueio a EUA e Israel; ONU adia votação sobre uso de força
O Irã autorizou a passagem de navios com bens essenciais e ajuda humanitária através do Estreito de Ormuz, mas manteve restrições para embarcações ligadas aos Estados Unidos e Israel. Enquanto isso, a votação no Conselho de Segurança da ONU sobre o uso da força para proteger a navegação comercial no estreito foi adiada para a próxima semana.
Autorização de Passagem em Ormuz
Neste sábado (04/04), o Irã concedeu autorização para a passagem de navios transportando bens essenciais e ajuda humanitária por seus portos através do Estreito de Ormuz. Segundo a agência estatal iraniana Tasnim, a permissão foi formalizada em uma carta que exige que as embarcações coordenem a travessia com autoridades iranianas e sigam protocolos específicos. Esta medida não implica na reabertura completa do Estreito, com navios ligados aos Estados Unidos e Israel permanecendo sob restrição de tráfego.
Impacto do Conflito no Tráfego Marítimo
O Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é vital para o transporte de petróleo, tem sido afetado desde o final de fevereiro, quando Washington e Tel Aviv atacaram Teerã. O conflito, que se estende por mais de um mês, resultou no controle iraniano sobre a passagem de navios e praticamente interrompeu os embarques de cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito mundial, provocando interrupções no fornecimento e aumento dos preços do petróleo.
Votação da ONU sobre Uso da Força Adiada
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas adiou para a próxima semana a votação de uma resolução proposta pelo Bahrein para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, que poderia incluir o uso da força. A China já declarou ser contra qualquer autorização para o uso da força, com França e Rússia também indicando oposição. A resolução, que permitiria aos países usar "todos os meios defensivos necessários", seria a primeira aprovação da ONU ao uso da força no conflito. Diplomatas tentam chegar a um acordo para superar as objeções.