UFMT investiga desenhos nazistas em Centro Acadêmico de História e reforça repúdio a símbolos de ódio
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) abriu processo interno para apurar desenhos de suásticas e símbolos nazifascistas encontrados no Centro Acadêmico de História (CAHIS) em Cuiabá. Os registros, feitos com giz, incluem também referências ao Partido Nazifascista italiano e à Falange espanhola. A gestão do CAHIS classificou os atos como crime previsto em lei e reforçou repúdio à apologia ao ódio.
Contexto e apuração
Os desenhos foram identificados pela primeira vez na segunda-feira (13 de abril de 2026) em uma parede destinada ao uso de giz dentro do espaço estudantil do CAHIS. Novos registros apareceram na terça-feira (14), indicando repetição do ato. O caso foi encaminhado à Coordenação do Curso, à Chefia do Departamento e à Direção do Instituto, com abertura de processo no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) da universidade. A UFMT não divulgou prazos para conclusão da apuração.
Repúdio e posicionamento
Em nota pública, o Centro Acadêmico de História afirmou que 'nazismo não é opinião, é crime previsto em lei' e uma 'afronta direta à memória histórica, à dignidade humana e à convivência universitária'. A entidade citou a Lei nº 7.716/1989, que criminaliza atos de discriminação e preconceito, e declarou que não tolerará manifestações que 'atacam diretamente a dignidade humana'.