Artista plástica Rosana Paulino representa Brasil na Bienal de Veneza e destaca ascensão de artistas negros
Rosana Paulino, filha de faxineira e pintor de paredes, se consolida como referência na arte brasileira e curadora de destaque. Ela e Adriana Varejão representam o Brasil na 61ª Bienal Internacional de Veneza. Paulino celebra a proliferação de artistas negros na cena contemporânea, algo impensável no início de sua carreira nos anos 1990.
Trajetória e reconhecimento internacional
Rosana Paulino, de 59 anos, é uma das artistas plásticas brasileiras mais reconhecidas internacionalmente. Filha de um pintor de paredes e de uma faxineira, ela representa o Brasil na 61ª Bienal Internacional de Veneza ao lado da carioca Adriana Varejão. A exposição 'Comigo Ninguém Pode', nome inspirado em uma de suas obras da série 'Senhora das Plantas', reflete sua trajetória de três décadas na arte contemporânea. Paulino também atuou como curadora no Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR), onde lançou uma série de minidocumentários sobre 20 artistas negros brasileiros, destacando a excelência de suas produções.
Ascensão de artistas negros na cena contemporânea
Paulino ressalta a transformação na visibilidade de artistas negros no Brasil. Nos anos 1990, ela trabalhou praticamente uma década de forma isolada, sem a presença de outros artistas negros na cena contemporânea. 'Agora, a proliferação de artistas, críticos e curadores [afro-brasileiros] que temos... Esse é um panorama que eu não esperava ver em vida', comemora. Apesar dos avanços, ela reconhece que ainda há muito a ser feito, mas considera encorajador o número crescente de nomes negros na arte brasileira.