Controle aéreo em guerras não é mais garantido, alerta oficial da Força Aérea britânica
O controle aéreo, historicamente dominado pelo Ocidente em conflitos recentes, enfrenta desafios sem precedentes em guerras modernas, segundo o vice-marechal da Força Aérea britânica, Ian Townsend. A guerra na Ucrânia exemplifica a dificuldade em garantir superioridade aérea, com drones, mísseis e defesas antiaéreas tornando os céus cada vez mais contestados e perigosos.
Desafios modernos no controle aéreo
O vice-marechal da Força Aérea britânica, Ian 'Cab' Townsend, destacou que o controle aéreo, que permitiu ao Ocidente conduzir operações militares com maior segurança e eficácia nas últimas décadas, não pode mais ser considerado uma garantia em conflitos futuros. Townsend afirmou que 'o controle do ar é o dever de uma força aérea' e que, 'com ele, tudo é possível; sem ele, tudo é perigoso'. No entanto, a guerra na Ucrânia demonstrou que alcançar e manter esse controle tornou-se significativamente mais difícil. 'O controle do ar não é mais um dado', alertou Townsend, citando a crescente ameaça representada por drones e mísseis, além de sistemas de defesa antiaérea densos e sofisticados.
Complexidade do ambiente de defesa antiaérea
Townsend explicou que o ambiente operacional moderno de defesa antiaérea integrada e mísseis está se tornando 'cada vez mais complexo e ambíguo'. A proliferação de drones de baixo custo e alta capacidade, combinada com mísseis de longo alcance e sistemas de defesa antiaérea avançados, tem transformado os céus em um espaço contestado em múltiplas altitudes. Ele ressaltou que o controle aéreo 'deve ser conquistado' e mantido 'a cada minuto de cada dia', uma realidade que as forças ocidentais não enfrentavam em tal escala há décadas. A guerra na Ucrânia serve como um exemplo claro dessa nova dinâmica, onde nenhuma das partes conseguiu estabelecer superioridade aérea duradoura.