Relatórios revelam uso sistemático de violência sexual como arma de guerra em conflito Israel-Hamas
Dois relatórios divulgados nesta semana expõem denúncias de abuso sexual sistemático cometido por ambos os lados no conflito entre Israel e o Hamas. Enquanto uma comissão israelense acusa o Hamas de usar violência sexual como estratégia deliberada nos ataques de 7 de outubro de 2023, testemunhas palestinas relatam abusos generalizados por forças de segurança israelenses, incluindo soldados, colonos e interrogadores.
Abusos cometidos pelo Hamas em 7 de outubro
A Comissão Civil de Israel, grupo independente não governamental, concluiu após dois anos de investigação que o Hamas utilizou violência sexual e baseada em gênero (SGBV) de forma deliberada e sistemática durante os ataques de 7 de outubro de 2023. O relatório, baseado na análise de milhares de fotos, vídeos e entrevistas com testemunhas, aponta que os abusos ocorreram no Festival de Música Super Nova, em bases militares e até na presença de familiares. Menores também foram vítimas de formas graves de violência sexual, segundo o documento.
Denúncias contra forças de segurança israelenses
O jornal *The New York Times* publicou relatos de testemunhas palestinas que afirmam ter sofrido violência sexual por agentes de segurança israelenses. As denúncias envolvem soldados, colonos, interrogadores do Shin Bet e, principalmente, guardas prisionais. Segundo o jornal, os abusos teriam sido cometidos contra homens, mulheres e crianças palestinas, configurando um padrão de violência sexual generalizada.