Juiz Federal Anula Novas Diretrizes de Imprensa do Pentágono em Ação do New York Times
Um juiz federal em Nova York derrubou as diretrizes de imprensa revisadas do Pentágono, emitidas após uma decisão anterior declarar as políticas antigas ilegais. A decisão atende a um pedido do New York Times, forçando o Departamento de Defesa a cumprir a ordem judicial que protege o direito de jornalistas fazerem perguntas.
Decisão Judicial Contra Restrições à Imprensa
O Juiz Distrital dos EUA, Paul Friedman, determinou na quinta-feira que as novas políticas de imprensa do Pentágono, que restringiam o acesso a jornalistas e impunham outras limitações, violavam a Primeira e a Quinta Emendas da Constituição. Friedman já havia declarado as políticas anteriores do Pentágono ilegais em março, com base em uma decisão que impedia os repórteres de serem obrigados a não solicitar informações não autorizadas em troca de crachás de imprensa. O Pentágono emitiu uma política revisada após essa decisão, que fechou o Corredor de Correspondentes, um espaço de trabalho para repórteres, e impôs outras restrições. O New York Times argumentou que a nova política ainda violava a Constituição, e Friedman concordou, escrevendo em uma opinião de 20 páginas que as restrições contínuas à capacidade dos repórteres de 'se engajar na atividade jornalística rotineira e legal de fazer perguntas' violavam sua ordem de março.
Crítica à Tentativa de Controle de Informação
Friedman declarou que o caso envolvia a tentativa do Secretário de Defesa de ditar as informações recebidas pelo povo americano, controlando a mensagem para que o público visse apenas o que o Secretário e a administração Trump desejavam. Ele afirmou que a Constituição exige melhor e que o público americano também exige. O juiz, nomeado por Bill Clinton, acrescentou que a supressão do discurso político é a marca de uma autocracia, não de uma democracia.