Primeira-dama Janja pede bloqueio imediato do Discord no Brasil após casos de suicídio e violência contra menores
A primeira-dama Janja da Silva defendeu, em cerimônia no Palácio do Planalto, o bloqueio imediato do Discord no Brasil. A declaração ocorreu durante a sanção de uma lei que aumenta punições para crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. Janja citou casos de automutilação, suicídio e violência digital envolvendo menores na plataforma.
Contexto e declaração
Durante evento no Palácio do Planalto na quinta-feira (6), a primeira-dama Janja da Silva afirmou que o Brasil precisa 'retirar imediatamente o Discord do ar'. A fala foi motivada por casos recentes de violência contra menores, incluindo automutilação, ideações suicidas e atentados virtuais contra mulheres. Janja destacou que não pode 'aceitar ver uma menina de 13 anos ser mutilar ao vivo na internet, no Discord, se enforcar e morrer'.
Caso da adolescente de 13 anos
O estopim para a declaração de Janja foi a morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul, ocorrida em 22 de julho. A jovem foi induzida a se automutilar e, posteriormente, a cometer suicídio durante uma transmissão ao vivo no Discord, assistida por mais de 200 pessoas. As investigações começaram após o ocorrido, e detalhes do caso foram solicitados pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, para embasar uma ação civil pública.
Posicionamento do governo
O Secretário Nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, Victor Fernandes, informou que a pasta já havia solicitado a suspensão da plataforma, mas a medida foi barrada pelo Judiciário. Janja reforçou a necessidade de utilizar instrumentos legais para bloquear o Discord no país, citando a plataforma como um ambiente propício para crimes contra menores.