Marine Le Pen terá tornozeleira eletrônica, mas poderá concorrer à Presidência da França em 2027
O Tribunal de Apelação de Paris reduziu a pena de inelegibilidade de Marine Le Pen de cinco anos para 15 meses, permitindo sua candidatura às eleições presidenciais francesas de 2027. A líder de extrema direita, condenada por desvio de fundos do Parlamento Europeu, cumprirá um ano de monitoramento eletrônico. Pesquisas a apontam como favorita para o pleito.
Condenação e redução da pena
Marine Le Pen, líder do partido Reunião Nacional, teve sua condenação por 'infrações graves' mantida pelo Tribunal de Apelação de Paris, mas com redução da pena. Originalmente condenada a quatro anos de prisão em 2025, agora cumprirá três anos, sendo dois com suspensão condicional e um ano em regime domiciliar com monitoramento eletrônico (tornozeleira). A inelegibilidade foi reduzida de cinco anos para 15 meses, prazo já considerado cumprido desde março de 2025. Le Pen foi condenada por desviar R$ 8,1 milhões em fundos do Parlamento Europeu para pagar funcionários do partido entre 2004 e 2016, acusações que sempre negou.
Impacto político e perspectivas eleitorais
A decisão judicial permite que Le Pen concorra ao Palácio do Eliseu pela quarta vez, após derrotas em 2017 e 2022 para Emmanuel Macron. Pesquisas de intenção de voto a colocam como favorita para as eleições presidenciais de 2027, previstas para 18 de abril e 2 de maio. Antes da sentença, Le Pen havia declarado que não faria campanha caso fosse obrigada a usar tornozeleira eletrônica, sugerindo que passaria a liderança para Jordan Bardella, presidente do Reunião Nacional e figura em ascensão na extrema direita francesa.