Estudantes dos EUA vaiam discursos sobre inteligência artificial em formaturas e protestam contra ameaça a empregos
Cerca de 10 mil estudantes da Universidade do Arizona vaiaram o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, durante discurso de formatura ao abordar avanços da inteligência artificial. Pesquisa da Harvard Kennedy School revela que 70% dos universitários norte-americanos veem a IA como ameaça aos empregos futuros. Meta já cortou funcionários e planeja investir US$ 145 bilhões em IA até 2026.
Rejeição à IA em cerimônias de formatura
Durante o mês de maio de 2026, formandos de universidades dos Estados Unidos têm manifestado rejeição à inteligência artificial em cerimônias de graduação. O caso mais emblemático ocorreu na Universidade do Arizona, onde cerca de 10 mil estudantes vaiaram o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, após ele afirmar que a IA estará presente em 'cada profissão, sala de aula, hospital, laboratório, pessoa e relacionamento'. A reação reflete o descontentamento de uma geração que ingressa no mercado de trabalho em meio a demissões em massa nas big techs justificadas por investimentos em IA.
Falhas técnicas e protestos
Na Faculdade Comunitária de Glendale, a cerimônia de formatura foi marcada por um incidente envolvendo IA: o anúncio dos nomes dos graduandos foi feito por um sistema de inteligência artificial que cometeu erros de pronúncia, causando atrasos e vaias. Além disso, pesquisas indicam que 70% dos estudantes norte-americanos consideram a IA uma ameaça aos seus empregos futuros, segundo levantamento do Instituto de Política da Harvard Kennedy School. A Meta já iniciou cortes de funcionários relacionados a investimentos em IA, que devem atingir US$ 145 bilhões até o final de 2026.