Estudo revela que álcool reduz tempo para dormir, mas prejudica qualidade do sono e fases essenciais do descanso
Pesquisa publicada na revista Sleep Medicine Reviews analisou 27 estudos e concluiu que o consumo de álcool, mesmo em baixas doses, reduz o sono REM, fase crucial para memória e recuperação cerebral. Doses maiores aceleram o adormecimento, mas aumentam a fragmentação do sono e pioram condições como apneia obstrutiva.
Impacto do álcool na arquitetura do sono
A revisão sistemática e meta-análise, que reuniu dados de 27 estudos com adultos saudáveis, identificou que o álcool altera significativamente a arquitetura do sono. Mesmo baixas doses foram associadas à redução do sono REM, estágio fundamental para a consolidação da memória, processamento emocional e recuperação cerebral. Doses elevadas encurtam o tempo para adormecer, mas intensificam os prejuízos ao longo da noite, incluindo atraso no início do sono REM e redução da duração dessa fase. O estudo também observou que o álcool pode encurtar o tempo para entrar no sono profundo em doses altas, mas não em quantidades moderadas ou baixas.
Efeitos adicionais e recomendações
Além das alterações no sono REM, o álcool pode agravar a apneia obstrutiva do sono, aumentar a produção de urina (levando a despertares noturnos) e causar fragmentação do sono, com episódios de agitação e pesadelos. Neurologistas destacam que, apesar do efeito sedativo inicial, o consumo de álcool antes de dormir não é recomendado devido aos prejuízos cumulativos à qualidade do descanso. Os pesquisadores reforçam a relação dose-resposta: quanto maior a quantidade de álcool ingerida, maiores são os danos ao sono.