Protoaglomerado Loktak revela que galáxias antigas cresciam mais rápido em regiões densas do Universo
Estudo publicado no The Astrophysical Journal Letters mostra que o protoaglomerado Loktak, formado há 12,6 bilhões de anos, já influenciava o crescimento acelerado de galáxias quando o Universo tinha apenas 1,2 bilhão de anos. Descoberto pelo Telescópio Subaru e analisado pelo James Webb, o Loktak apresenta quatro núcleos interligados e uma concentração excepcional de galáxias emissoras de Lyman-alfa, desafiando teorias sobre a evolução cósmica.
Descoberta e características do protoaglomerado Loktak
O protoaglomerado Loktak foi detectado inicialmente pelo Telescópio Subaru, no Havaí, utilizando a câmera Hyper Suprime-Cam (HSC). A estrutura, batizada em referência ao lago indiano Loktak e suas ilhas flutuantes, formou-se há 12,6 bilhões de anos, quando o Universo tinha apenas 1,2 bilhão de anos. Observações posteriores com o Telescópio Espacial James Webb (JWST) revelaram que o Loktak é composto por quatro núcleos interligados, abrigando uma concentração excepcional de galáxias emissoras de Lyman-alfa, conhecidas por sua intensa formação estelar e emissão de luz ultravioleta.
Influência do ambiente na evolução das galáxias
Os resultados do estudo, liderado por Ronaldo Laishram do Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ), indicam que o ambiente denso do protoaglomerado Loktak já exercia influência significativa sobre o crescimento das galáxias em uma fase muito precoce do Universo. Essa descoberta desafia a compreensão anterior, que sugeria que tais influências ambientais só se tornariam relevantes em estágios mais avançados da evolução cósmica. A estrutura do Loktak, com suas regiões de alta densidade, sugere que as galáxias nessas áreas cresciam mais rapidamente do que aquelas em regiões menos povoadas.