Juíza nega pedido de Megan Thee Stallion para proibir blogueira de cyberstalking após vitória em processo por difamação
Megan Thee Stallion venceu um processo de US$ 59 mil contra a blogueira Milagro Gramz, acusada de difamá-la e atuar como 'porta-voz' de Tory Lanez após o caso de agressão em 2020. No entanto, uma juíza federal negou o pedido de injunção contra cyberstalking, alegando que a medida violaria a Primeira Emenda dos EUA e seria uma restrição prévia à liberdade de expressão.
Contexto do caso
Megan Thee Stallion processou Milagro Gramz por difamação após a blogueira publicar conteúdo considerado prejudicial à imagem da rapper, especialmente após o julgamento de Tory Lanez, condenado por atirar em Megan em 2020. Em novembro de 2025, um júri concedeu US$ 59 mil em danos à rapper, mas Gramz continuou a publicar críticas e comentários sobre o caso.
Decisão judicial
A juíza federal Cecilia M. Altonaga recusou o pedido de Megan para uma injunção permanente que proibisse Gramz de realizar cyberstalking ou publicar conteúdos difamatórios no futuro. Segundo a magistrada, a proposta de injunção era 'ampla demais' e representaria uma 'restrição prévia' à liberdade de expressão, protegida pela Primeira Emenda dos EUA. Altonaga destacou que declarações 'vulgares' ou 'insultuosas' não justificam uma ordem judicial que limite a fala de um indivíduo.