Presidente da Colômbia Denuncia Conspiração entre Oposição e Governo do Equador para Interferir em Eleições
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, denunciou uma suposta conspiração entre setores da direita colombiana e o governo equatoriano, liderado por Daniel Noboa, com o objetivo de interferir nas eleições presidenciais colombianas de 31 de maio. Petro apresentou evidências de visitas incomuns de líderes de oposição colombianos ao Palácio Carondelet, sede do governo equatoriano, que coincidiram com a imposição de tarifas sobre produtos colombianos.
Acusações de Interferência Eleitoral
Em reunião com ministros nesta terça-feira (14/04), Gustavo Petro afirmou que a articulação tem como meta interferir no pleito presidencial colombiano. A embaixadora da Colômbia no Equador, María Antonia Velasco, relatou visitas de políticos de direita ao Palácio Carondelet, descritas como "pouco comuns". Figuras como o ex-presidente Álvaro Uribe e o ex-ministro da Defesa Diego Molano foram citados como participantes dessas visitas. A diplomata relacionou as visitas de opositores colombianos a Quito com a imposição de tarifas de 50% sobre produtos colombianos pelo governo de Noboa, justificada pelo combate ao narcotráfico. Velasco destacou que Uribe esteve no Palácio Carondelet dois dias antes da imposição das tarifas de 50%, e retornou na semana anterior à imposição de tarifas de 100%. Uribe negou as reuniões e acusou Petro de "entregar a fronteira ao narcotráfico internacional".