Ex-moradores da Flórida explicam por que deixaram o estado em meio a alta de custos e superlotação
Três ex-residentes da Flórida detalham os motivos que os levaram a abandonar o estado, citando aumento no custo de vida, superlotação e infraestrutura saturada. A migração doméstica líquida para a Flórida vem diminuindo nos últimos anos, com moradores enfrentando preços elevados de imóveis, seguros e despesas cotidianas.
Custo de vida e infraestrutura pressionados
Kimberly Jones, nascida e criada na Flórida, planejava viver no estado por toda a vida, mas mudou-se para a Carolina do Norte em 2021. Ela relata que, após a pandemia, a chegada massiva de novos moradores sobrecarregou a infraestrutura local, com aumento de construções, supermercados lotados e congestionamentos. Além disso, os custos de moradia, seguros residenciais e automotivos, além de despesas básicas como alimentação, tornaram-se proibitivos. Jones destacou que os preços em South Florida eram significativamente mais altos em comparação com outras regiões do estado.
Migração doméstica em declínio
Dados recentes indicam que a migração doméstica líquida para a Flórida — diferença entre pessoas que se mudam para o estado e aquelas que saem — vem diminuindo. Embora ainda haja fluxo de novos moradores, fatores como benefícios fiscais reduzidos e o aumento do custo de vida têm contribuído para a perda de atratividade. Para muitos, como Jones, os desafios financeiros superaram as vantagens de viver na Flórida.
Nova vida em busca de tranquilidade
Jones e seu marido se estabeleceram em uma pequena cidade rural na Carolina do Norte, a cerca de uma hora de Charlotte. Eles construíram uma casa personalizada à beira de um lago, em um terreno de 1,5 acre. A mudança proporcionou um estilo de vida mais acessível e tranquilo, longe dos problemas enfrentados na Flórida. Jones afirmou que, embora ainda visite o estado, não sente vontade de retornar permanentemente.