Hospital Mário Gattinho em Campinas registra aumento de 23% em casos de SRAG e enfrenta superlotação
Pacientes do Hospital Mário Gattinho, em Campinas (SP), enfrentam demora no atendimento devido ao aumento de 23,1% em casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre abril e maio de 2026. A maioria dos casos ocorre em crianças menores de 5 anos, com 78% dos registros concentrados nessa faixa etária e 178 casos em bebês com menos de 1 ano. Não houve mortes, mas 27% dos pacientes pediátricos precisaram de UTI e 11% de ventilação mecânica invasiva.
Aumento de casos e impacto no atendimento
O Hospital Mário Gattinho, referência em atendimento pediátrico em Campinas, registrou 202 casos de SRAG em maio de 2026, um aumento de 23,1% em relação a abril, quando foram contabilizados 164 casos. No total, a unidade atendeu 2.292 crianças com sintomas respiratórios leves nos últimos 60 dias. Entre janeiro e junho, 352 casos de SRAG foram confirmados em crianças, com 78% dos registros em menores de 5 anos e 178 casos em bebês com menos de 1 ano. Dos pacientes pediátricos, 27% necessitaram de internação em UTI, e 11% precisaram de ventilação mecânica invasiva. Não houve óbitos, e todos os casos evoluíram para cura.
Relatos de demora e superlotação
Pais e responsáveis relataram espera de até sete horas para atendimento no Hospital Mário Gattinho durante o fim de semana e na manhã de segunda-feira (1º de junho). Segundo relatos, a triagem foi rápida, mas a consulta médica demorou horas. A pedagoga Saraliza Veiga de Assis afirmou que seu filho passou pela triagem às 14h38 de domingo e só recebeu alta na manhã seguinte. O garçom José Caetano, que levou a filha de 1 ano e 2 meses ao hospital, criticou a falta de médicos para atender a demanda. A Guarda Municipal foi acionada pelos funcionários do hospital devido à tensão no local.