Trump Ameaça Irã com 'Inferno' e 'Morte de Civilização' em Posts Polêmicos
Presidente Donald Trump emitiu ameaças explícitas ao Irã via redes sociais, prometendo 'inferno' e a morte de 'uma civilização inteira' caso o país não aceite um acordo para abrir o Estreito de Ormuz até um prazo estabelecido. As declarações geraram condenação generalizada de figuras políticas de ambos os espectros.
Ultimato e Ameaças de Guerra
Em publicações no Truth Social na noite de domingo e na manhã de terça-feira, Donald Trump alertou o Irã sobre um ataque iminente, que ocorreria "terça-feira será o Dia da Usina de Energia e o Dia da Ponte, tudo em um só, no Irã. Não haverá nada igual!!!". Trump também declarou que "uma civilização inteira morrerá esta noite, nunca mais voltará". Ele chegou a dizer a Bret Baier, da Fox News, na terça-feira que '8 PM está acontecendo', indicando a probabilidade de um ataque à infraestrutura civil iraniana se um acordo para abrir o Estreito de Hormuz não fosse alcançado até o prazo de 20h (ET).
Reações de Condenação e Pedidos pela 25ª Emenda
As declarações de Trump foram amplamente condenadas por figuras políticas de ambos os lados do espectro. Lawrence O'Donnell, apresentador do 'The Last Word', afirmou que essas palavras justificam a consideração da 25ª Emenda, que permite a remoção do presidente do cargo caso seja considerado incapaz de exercer suas funções. Piers Morgan, inicialmente amigo de Trump, classificou a ameaça como "uma pré-admissão descarada de genocídio contra o povo iraniano, que obviamente seria um crime de guerra. Loucura." Marjorie Taylor Greene, ex-congressista republicana, também chamou as declarações de "mal e loucura" e pediu a invocação da 25ª Emenda. Figuras como Chuck Schumer e Jonathan Lemire, do 'Morning Joe', expressaram choque com a especificidade da violência ameaçada, comparando a retórica a ditadores históricos e classificando-a como algo "nunca antes visto de qualquer presidente dos Estados Unidos".
Contexto e Posicionamento de Trump
As ameaças de Trump surgiram em meio a um ultimato para que o Irã abrisse o Estreito de Ormuz, em um contexto de tensões crescentes. Trump mencionou "47 anos de extorsão, corrupção e morte" que "finalmente acabarão". Ele expressou que não desejava que a ameaça se concretizasse, mas que "provavelmente acontecerá", sugerindo que a mudança de regime no Irã poderia levar a um desfecho "revolucionariamente maravilhoso".