Sting reafirma que não deixará fortuna para os filhos e elogia ética de trabalho deles
O cantor Sting, ex-integrante do The Police, declarou em entrevista à CBS Sunday Morning que pretende gastar toda sua fortuna e não deixar herança para seus seis filhos. Ele destacou a ética de trabalho dos filhos e reforçou que não quer que eles dependam de sua riqueza, chamando a falta de incentivo ao trabalho de 'abuso'.
Valores de trabalho e herança
Sting, de 74 anos, afirmou em entrevista ao programa CBS Sunday Morning que não pretende deixar sua fortuna para seus seis filhos. O músico, conhecido por sua carreira solo e como ex-integrante do The Police, declarou que planeja gastar todo o dinheiro que acumulou ao longo de mais de 50 anos de carreira. Ele comparou sua postura à dos trabalhadores da classe operária de Newcastle, sua cidade natal, onde cresceu cercado por valores de trabalho árduo. 'A classe trabalhadora trabalha e quer trabalhar. Eu sou uma dessas pessoas, adoro trabalhar', disse. Sting criticou a ideia de deixar heranças vultosas para os filhos, chamando-a de 'uma forma de abuso'. Ele destacou que seus filhos — Joe e Fuschia Sumner, do primeiro casamento, e Mickey, Jake, Eliot e Giacomo Sumner, com a segunda esposa, Trudie Styler — possuem uma 'ética de trabalho extraordinária', seja por influência genética ou por suas próprias orientações. 'Eu disse a eles: 'Vocês precisam trabalhar. Estou gastando nosso dinheiro. Estou pagando pela sua educação. Vocês têm sapatos nos pés. Vão trabalhar'', afirmou.
Carreira e inspirações
O cantor relembrou sua trajetória profissional, desde tocar em bandas na adolescência até trabalhar em escritórios, canteiros de obras e como professor em uma vila mineradora. Ele também mencionou um período como artista em um navio de cruzeiro. Sting destacou que sua peça musical 'The Last Ship', que homenageia os trabalhadores da construção naval de Newcastle, reflete os valores que absorveu ao longo da vida. 'O pior que uma pessoa com recursos pode fazer pelos filhos é dizer: 'Vocês não precisam trabalhar'', reforçou.