Relevo brasileiro é reclassificado e inclui montanhas pela primeira vez em estudo científico
Pesquisa publicada pela Revista Pesquisa FAPESP redefine a classificação do relevo no Brasil, incorporando montanhas como categoria oficial ao lado de planaltos e planícies. O estudo, liderado pela geógrafa Rosangela Botelho, desafia conceitos tradicionais e propõe uma nova abordagem para mapear a geomorfologia nacional.
Nova classificação do relevo
A geógrafa Rosangela Botelho, em pesquisa divulgada pela Revista Pesquisa FAPESP, apresentou uma reclassificação do relevo brasileiro que, pela primeira vez, inclui montanhas como uma categoria distinta. Até então, o relevo do país era dividido majoritariamente em planaltos, planícies e depressões, com montanhas sendo consideradas uma subcategoria ou ignoradas em muitos mapeamentos oficiais. O estudo destaca que formações como a Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira, por exemplo, atendem aos critérios técnicos para serem classificadas como montanhas, com altitudes superiores a 600 metros e declividades acentuadas.
Metodologia e impacto da pesquisa
A pesquisa utilizou dados topográficos de alta resolução, imagens de satélite e modelos digitais de elevação para reavaliar as formações geológicas do Brasil. Segundo a equipe responsável, a inclusão das montanhas na classificação oficial do relevo pode influenciar políticas públicas de preservação ambiental, planejamento urbano e até mesmo a definição de áreas de risco. A geógrafa Rosangela Botelho ressaltou que a nova abordagem não apenas corrige uma lacuna histórica nos estudos geomorfológicos, mas também oferece uma base mais precisa para o desenvolvimento sustentável em regiões montanhosas.