Governo federal bloqueia R$ 23,7 bilhões no Orçamento 2026; Defesa, Cidades e Educação são os mais afetados
O governo federal anunciou um bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões no Orçamento de 2026, totalizando R$ 23,7 bilhões em cortes. Os ministérios da Defesa, Cidades e Educação lideram os cortes, com impactos significativos em despesas discricionárias e emendas parlamentares. A medida visa cumprir o arcabouço fiscal e evitar o crescimento descontrolado da dívida pública.
Ministérios mais afetados
Os ministérios da Defesa (R$ 4,363 bilhões), Cidades (R$ 3,320 bilhões) e Educação (R$ 1,605 bilhão) foram os mais impactados pelo bloqueio. Outros ministérios com cortes expressivos incluem Transportes (R$ 1,500 bilhão), Fazenda (R$ 1,396 bilhão) e Saúde (R$ 1,002 bilhão). As emendas parlamentares também sofreram um bloqueio de R$ 4,9 bilhões, enquanto as despesas discricionárias do Poder Executivo foram reduzidas em R$ 18,7 bilhões.
Razões para o bloqueio
O bloqueio foi necessário para cumprir as regras do arcabouço fiscal, aprovado em 2023. A norma estabelece que o crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais, além de limitar a ampliação das despesas a 70% do crescimento projetado pela arrecadação. O objetivo é evitar o aumento descontrolado da dívida pública e garantir a estabilidade econômica, prevenindo uma possível alta nos juros cobrados dos investidores na emissão de títulos públicos.
Exceções à medida
Os ministérios do Trabalho e Emprego, Previdência Social e Justiça e Segurança Pública não tiveram recursos bloqueados, sendo exceções à medida de contenção orçamentária.