SpaceX pressiona Pentágono por aumento nos pagamentos da Starlink durante guerra contra Irã
A SpaceX negociou com o Pentágono para elevar os valores pagos pelo uso da Starlink em operações militares dos EUA contra o Irã. A empresa argumentou que o Departamento de Defesa pagava US$ 5 mil mensais por terminal, enquanto o uso em drones kamikaze LUCAS equivaleria a uma assinatura de aviação, que custa US$ 25 mil. O Pentágono aceitou o reajuste, dobrando o custo por unidade do drone.
Disputa por valores e uso militar
Executivos da SpaceX se reuniram com autoridades do Departamento de Defesa dos EUA para discutir os valores cobrados pelo uso da Starlink em operações militares. Segundo a Reuters, a empresa alegou que o Pentágono pagava cerca de US$ 5 mil por terminal ao mês, mas utilizava o sistema de forma equivalente a uma assinatura de aviação, que custa US$ 25 mil mensais. A pressão ocorreu semanas após o início da campanha militar americana contra o Irã.
Drones kamikaze e impacto nos custos
O impasse surgiu devido ao uso da Starlink nos drones kamikaze LUCAS, desenvolvidos para conexões curtas, de minutos a poucas horas. Autoridades do Pentágono argumentaram que o plano mais caro da Starlink foi projetado para aeronaves, não para drones descartáveis. Apesar disso, o Departamento de Defesa aceitou o aumento, elevando o custo por unidade do LUCAS em quase 100%.
Starlink e Starshield no cenário global
A versão militar da Starlink, chamada Starshield, tem sido adotada por forças armadas em todo o mundo. Especialistas apontam que a Ucrânia ganhou vantagem na guerra contra a Rússia após a SpaceX bloquear o uso do serviço pelos russos. A empresa se prepara para uma oferta pública inicial (IPO) em junho, que pode se tornar uma das maiores da história.