Técnica de torniquete salva vidas em ataques de tubarão no Recife; Samu destaca importância de primeiros socorros
Dois ataques de tubarão em menos de 48 horas no Grande Recife deixaram uma criança de 11 anos e uma jovem de 19 anos gravemente feridas. O uso de torniquetes por médicos que estavam no local foi fundamental para conter hemorragias e salvar vidas antes da chegada dos socorristas. Especialistas reforçam que a técnica pode ser aplicada por qualquer pessoa em situações de emergência.
Torniquete: técnica crucial em emergências
O torniquete, técnica que consiste na aplicação de pressão em membros para interromper hemorragias graves, foi utilizado por médicos que passavam próximo aos locais dos ataques de tubarão no Recife. Leonardo Gomes, coordenador do Samu Recife, destacou que a ação imediata desses profissionais foi decisiva para estabilizar as vítimas antes da chegada das equipes de emergência. 'Essas pessoas que fizeram esse atendimento foram fundamentais', afirmou Gomes. No primeiro caso, ocorrido em Piedade (Jaboatão dos Guararapes), o menino João Lucas Castor Nemezio Sales, de 11 anos, foi socorrido com compressão no local da mordida. Já no segundo incidente, em Boa Viagem, a jovem Marcela Vitória de Lima Santos, de 19 anos, teve a perna direita arrancada e recebeu um torniquete aplicado pelo médico Mike Andrade, que estava de férias na região.
Primeiros socorros: qualquer pessoa pode agir
O médico Mike Andrade, responsável por aplicar o torniquete em Marcela Vitória, reforçou que a técnica não exige formação médica e pode ser realizada por qualquer pessoa em situações de emergência. 'Qualquer pessoa pode e deve fazer isso. Não é preciso preparo médico para fazer. Às vezes, o óbvio é mesmo o necessário', declarou. As vítimas foram encaminhadas ao Hospital da Restauração, no Centro do Recife, onde seguem internadas. Os ataques destacam a importância de treinamentos básicos de primeiros socorros para a população, especialmente em regiões com histórico de incidentes com animais marinhos.