Júri ordena que Uber pague R$ 25 mil a mulher que alega ter sido assediada por motorista em 2019
Um júri federal na Carolina do Norte condenou a Uber a pagar US$ 5 mil (aproximadamente R$ 25 mil) em danos a uma mulher que alegou ter sido assediada por um motorista durante uma corrida em 2019. A empresa enfrenta mais de 3 mil processos semelhantes em todo o país e já havia sido condenada a pagar US$ 8,5 milhões em caso similar no Arizona em fevereiro.
Detalhes do caso e veredito
A autora da ação, Brianna Mensing, testemunhou que um motorista da Uber tocou sua coxa interna durante uma corrida em 2019. O júri decidiu a favor da vítima, mas o valor da indenização (US$ 5 mil) foi significativamente menor do que os US$ 8,5 milhões determinados em um caso similar no Arizona, onde uma mulher alegou ter sido estuprada por um motorista. A Uber anunciou que irá recorrer da decisão, argumentando que o júri recebeu instruções incorretas sobre a questão da responsabilidade. A empresa também destacou que o valor da indenização representa uma fração das demandas anteriores.
Estratégia de defesa e reações
Durante o julgamento de uma semana, os advogados da Uber focaram no histórico de abuso de drogas da autora e sugeriram que sua memória era pouco confiável. O advogado de Mensing, William Smith, classificou o veredito como uma 'grande vitória' e afirmou que a Uber tentou difamar a vítima, mas o júri acreditou em seu testemunho. Ambos os casos na Carolina do Norte e no Arizona são considerados 'bellwether trials', ou seja, julgamentos-piloto que servem como referência para mais de 3 mil processos semelhantes em andamento nos Estados Unidos.