Fórmula 1 implementa mudanças em sistemas híbridos para resolver problemas de desempenho e segurança
A Fórmula 1 anunciou ajustes em seus sistemas híbridos após críticas sobre o impacto no espetáculo e na segurança das corridas. As novas regras entram em vigor no Grande Prêmio de Miami, em maio de 2026, e visam equilibrar o uso de energia elétrica e combustível durante as provas.
Problemas identificados nos novos powertrains
Desde o início da temporada 2026, a Fórmula 1 adotou powertrains completamente novos, com motores elétricos mais potentes, mas baterias com capacidade limitada de fornecimento de energia. Durante as corridas, a potência elétrica cai pela metade após alguns segundos de uso máximo, criando diferenças de velocidade de até 70 km/h entre carros com bateria carregada e aqueles sem carga. Em qualificações, isso compromete a performance, já que a volta mais rápida não é mais feita em potência máxima.
Mudanças nas regras a partir do GP de Miami
As novas regras reduzem a quantidade máxima de energia que pode ser recarregada por volta. Anteriormente, cada piloto podia recarregar e utilizar até 8 MJ por volta para alimentar o motor elétrico, que complementa o motor V6 turbo. A recarga é feita por frenagem regenerativa e pelo chamado 'super clipping', onde o motor a combustão é usado para gerar energia, mas isso reduz a potência enviada às rodas traseiras. A partir de Miami, a energia máxima recarregável por volta será limitada, buscando minimizar as diferenças de velocidade entre os carros.