Energia solar domina crescimento global de fontes limpas em 2025 e marca 'Era da Eletricidade'
Relatório da Energy Information Agency (EIA) confirma que 2025 foi o primeiro ano em que a energia solar liderou o crescimento global de fontes limpas. O aumento da produção solar, combinado com expansão recorde de armazenamento em baterias e estagnação do uso de combustíveis fósseis, impulsionou a transição energética. A demanda por eletricidade cresceu duas vezes mais rápido que a demanda total de energia, sinalizando uma nova fase na matriz global.
Crescimento recorde e liderança solar
A EIA divulgou na segunda-feira (21) sua análise das tendências energéticas globais de 2025, cobrindo todos os setores de consumo. O relatório reforça conclusões anteriores da International Renewable Energy Agency (IRENA) e destaca que 2025 foi o ano em que a energia solar se consolidou como a principal fonte de crescimento no setor. O aumento da capacidade solar foi decisivo para que as fontes livres de carbono superassem o crescimento da demanda global de energia. Segundo a EIA, o crescimento da produção solar em 2025 foi 'o maior já observado para qualquer fonte de energia'.
Baterias e estagnação dos fósseis
Além do avanço solar, o relatório aponta um crescimento massivo no armazenamento de energia em baterias, essencial para equilibrar a intermitência das fontes renováveis. Enquanto isso, o uso de combustíveis fósseis permaneceu relativamente estagnado, contribuindo para a redução das emissões globais. A combinação desses fatores levou a EIA a declarar que 'o mundo entrou na Era da Eletricidade', com a demanda por eletricidade crescendo a uma taxa duas vezes superior à da demanda total de energia.
Impacto na transição energética
A análise da EIA abrange todos os usos de energia, incluindo transporte, aquecimento residencial e consumo industrial. O relatório destaca a substituição gradual de combustíveis fósseis por alternativas elétricas, como veículos elétricos no lugar da gasolina e bombas de calor em sistemas de aquecimento. Essas mudanças reforçam a tendência de eletrificação global, com implicações diretas para a descarbonização e a segurança energética.