Treinamento cerebral com raciocínio rápido reduz risco de demência em 25%, aponta estudo
Um estudo com mais de 2.000 idosos revelou que exercícios de treinamento de velocidade, como certos videogames, associaram-se a um risco 25% menor de diagnóstico de demência. Tarefas de memorização e raciocínio não apresentaram o mesmo efeito protetor.
Impacto do treinamento cognitivo na prevenção da demência
Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia conduziram um estudo com 2.021 participantes com 65 anos ou mais, iniciado no final da década de 1990. Ao longo de cinco a seis semanas, os participantes foram divididos em quatro grupos: um realizou exercícios de treinamento de velocidade, dois outros focaram em memorização ou raciocínio, e um grupo de controle não fez atividades cognitivas. Vinte anos após o início do estudo, foi observado que apenas o grupo submetido a treinamentos de velocidade demonstrou uma redução de 25% no risco de receber um diagnóstico de demência. Os grupos que realizaram tarefas de memória e raciocínio não apresentaram diferenças significativas em comparação com o grupo de controle em relação à incidência da doença. Os resultados, publicados em fevereiro na revista Alzheimer’s & Dementia, sugerem que o raciocínio rápido pode ser um fator chave para a preservação da função cognitiva em idosos, abrindo caminho para o desenvolvimento de videogames com foco em essa habilidade.