Papa Leão XIV lança encíclica histórica contra avanço da IA e defende humanismo radical
Papa Leão XIV divulgou uma encíclica nesta semana alertando sobre os riscos da inteligência artificial e defendendo a proteção da dignidade humana. O documento, dividido em cinco capítulos, critica o poder desproporcional das corporações transnacionais no desenvolvimento tecnológico e pede regulamentação global para evitar exclusão social. Leão XIV comparou a IA à Torre de Babel e destacou que decisões automatizadas em áreas como emprego e crédito podem gerar novas formas de desigualdade.
Críticas ao poder corporativo e alerta sobre desigualdade
Na encíclica, o Papa Leão XIV destacou que o desenvolvimento da inteligência artificial não é mais guiado predominantemente pelo Estado, mas por entidades privadas transnacionais com recursos superiores aos de muitos governos. Ele alertou que o poder tecnológico, quando concentrado em mãos privadas, torna-se mais difícil de ser regulado e direcionado ao bem comum. "Tecnologias como a IA não são moralmente neutras", afirmou, ressaltando que seu uso em processos que afetam vidas humanas — como emprego, crédito e acesso a serviços públicos — pode resultar em "novas formas de exclusão" devido à falta de compaixão, misericórdia e perdão nos sistemas automatizados.
Comparação com a Torre de Babel e apelo por regulamentação
Leão XIV fez uma analogia entre a inteligência artificial e a Torre de Babel, símbolo bíblico de arrogância e desunião humana. O pontífice argumentou que a IA, se não for devidamente regulada, pode aprofundar divisões sociais e comprometer a liberdade individual. Ele defendeu uma abordagem holística para a governança da tecnologia, enfatizando que os desafios não são apenas técnicos, mas éticos e sociais. "Decisões importantes sobre a vida das pessoas não podem ser totalmente delegadas a sistemas automatizados", escreveu, pedindo uma reflexão global sobre o impacto da IA na sociedade.