Marinheiros ficam presos há 100 dias no Estreito de Ormuz em meio a guerra entre EUA, Israel e Irã
Mais de 20 mil marinheiros estão bloqueados no Estreito de Ormuz desde 28 de fevereiro de 2026, após o Irã fechar a passagem marítima em resposta ao conflito com EUA e Israel. Aproximadamente 1.600 navios permanecem retidos, com tripulações enfrentando estresse psicológico e condições precárias, enquanto mísseis e minas tornam a região uma zona de alto risco.
Bloqueio e condições dos marinheiros
O Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo e responsável pelo transporte de um quinto do petróleo e gás global, foi fechado pelo Irã em 28 de fevereiro de 2026. Desde então, cerca de 1.600 navios e mais de 20 mil marinheiros permanecem retidos na região, segundo a Organização Marítima Internacional (OMI). O capitão Hassan Khan, que prefere não revelar seu nome verdadeiro, descreve a situação como surreal: 'É estranho ver tudo aparentemente normal do lado de fora quando ninguém aqui dentro consegue ficar tranquilo'. As tripulações tentam manter rotinas de trabalho, mas o medo constante de ataques e a impossibilidade de desembarcar agravam o estresse psicológico. 'Todo mundo está exausto, física e mentalmente', relata Khan.
Impacto econômico e geopolítico
O bloqueio do Estreito de Ormuz tem consequências globais, afetando o transporte de petróleo e gás e elevando os preços das commodities. O Irã condiciona a reabertura da passagem à autorização expressa, enquanto EUA e Israel mantêm operações militares na região. A tensão aumentou com o lançamento de mísseis e a instalação de minas submarinas, transformando a área em um cenário de guerra. Especialistas alertam para o risco de uma crise humanitária entre os marinheiros, muitos dos quais não têm acesso a suprimentos básicos ou assistência médica. A OMI e outras organizações internacionais pressionam por uma solução diplomática, mas até o momento não houve avanços significativos.