Professor de jiu-jítsu preso em Manaus é acusado de estuprar pelo menos 7 alunas adolescentes e intermediar exploração sexual
A Justiça do Amazonas manteve a prisão preventiva de Carlos Vieira Holanda, professor de jiu-jítsu, após audiência de custódia. Ele é investigado por estupro de vulnerável, importunação sexual e exploração sexual de adolescentes. Pelo menos sete vítimas foram identificadas, mas a polícia acredita que o número pode ser maior. O suspeito também intermediava o contato das alunas com empresários para obter vantagens financeiras.
Esquema de abuso e exploração sexual
De acordo com a Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), Carlos Vieira Holanda prometia benefícios como quimonos e pagamento de inscrições em competições para atrair as adolescentes. Ele as levava a hotéis, onde cometia os abusos. Além disso, o professor intermediava o contato das vítimas com patrocinadores, exigindo que elas produzissem conteúdo sexual em troca de vantagens financeiras. "Uma delas ele obrigou essa menina até ir ao empresário e que ela tinha que fazer conteúdo sexual com esse empresário", afirmou a delegada Mayara Magna. O suspeito também mencionava que as vítimas eram "meninas novas" no esporte para atrair os abusadores.
Investigação e prisão
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) identificou pelo menos sete vítimas adolescentes, mas acredita que o número possa ser maior. Carlos Vieira Holanda foi preso nesta segunda-feira (6) e teve a prisão preventiva mantida após audiência de custódia. A delegada Mayara Magna destacou que os patrocinadores envolvidos também responderão pelos crimes. "Esses patrocinadores, infelizmente abusadores também, que vão responder pelos crimes, acabavam que se aproveitavam dessas vulnerabilidades dessas vítimas", explicou.