Ministro da Fazenda defende autonomia brasileira e prevê normalização de relações com os EUA
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Brasil não busca alinhamento automático com potências estrangeiras e espera normalizar o diálogo com os EUA após as eleições de outubro. O governo brasileiro reagiu a sobretaxas americanas de até 25% acionando a Lei da Reciprocidade.
Relações com os Estados Unidos e sobretaxas
Durante a 27ª Conferência Anual Santander, o ministro Dario Durigan classificou os problemas comerciais com os Estados Unidos como pontuais e localizados. O ministro criticou a aplicação de sobretaxas sobre produtos brasileiros enquanto o país apresenta déficit comercial com os norte-americanos. Em resposta às tarifas de 25% impostas pelos EUA em julho — justificadas por Washington com base em questões como o sistema PIX, comércio de etanol, desmatamento e pirataria —, o Brasil acionou a Lei da Reciprocidade. O ministro enfatizou que o Brasil não busca 'alinhamento automático' para evitar dependência de um único país.
Política fiscal e taxas de juros
Durigan reiterou a necessidade de ajuste das contas públicas para reduzir a taxa de juros, que atualmente está em 14% ao ano, nível apontado como um dos mais altos do mundo. O ministro defendeu um controle de gastos obrigatório, a revisão de emendas e a redução de privilégios no setor público, como aposentadorias e super salários, para garantir o equilíbrio fiscal e o desenvolvimento do país em um cenário de incertezas globais.