Polícia desmantela esquema de furto de energia para mineração de bitcoin em Jundiaí e Louveira
Operação conjunta da Delegacia de Investigações Criminais Patrimoniais (Deic) de São Paulo e da CPFL Piratininga identificou imóveis sem medidores de energia com consumo elevado, usados para mineração ilegal de bitcoin. A prática pode resultar em pena de um a quatro anos de prisão, além de multa, segundo a legislação brasileira.
Estrutura ilegal e prejuízos
A operação foi realizada em dois endereços: um no Distrito Industrial de Jundiaí e outro no bairro Terra Nobre, em Louveira. Nos locais, foram encontrados equipamentos de alta potência utilizados para minerar bitcoin, conectados diretamente à rede elétrica sem medidores. A CPFL Piratininga informou que ainda não há estimativa do prejuízo causado pelo furto, mas destacou que a prática é criminosa e sujeita a penalidades severas.
Como funciona a mineração de bitcoin
A mineração de bitcoin envolve o uso de computadores especializados para validar transações na rede blockchain, tecnologia que registra dados de forma criptografada e distribuída. O processo consome grande quantidade de energia elétrica, o que motivou os criminosos a fraudar a rede para evitar custos. A CPFL reforçou que o furto de energia é um crime previsto no Código Penal brasileiro.