Nova Pesquisa Sugere Que Crateras Antigas na Lua Podem Conter Reservas Gigantes de Gelo
Uma nova pesquisa publicada na revista Nature Astronomy indica que a distribuição de gelo na Lua está ligada à idade das crateras no polo sul lunar. Cientistas observaram que o gelo acumulou-se continuamente durante os últimos 3,5 bilhões de anos, em vez de um único evento catastrófico. A descoberta é relevante para as missões Artemis 2 e planos de base lunar permanente.
Distribuição Irregular de Gelo Lunar e Evolução das Crateras
Cientistas da Universidade do Colorado Boulder, do Instituto Weizmann e do Planetary Science Institute lideraram um estudo que revela que o gelo lunar não possui uma distribuição uniforme. A pesquisa, publicada na Nature Astronomy, sugere uma correlação direta entre a idade das crateras no polo sul lunar e a presença de gelo. Os achados indicam que o acúmulo de gelo ocorreu de forma contínua ao longo dos últimos 3,5 bilhões de anos. Dados do instrumento Diviner, a bordo da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), mostraram uma "distribuição irregular" de gelo, com concentrações variadas em diferentes crateras. Modelos computacionais foram usados para reconstruir a evolução térmica das crateras, cruzando informações com detecções de gelo do instrumento LAMP (Lyman-Alpha Mapping Project). A análise demonstrou que quanto mais antiga a cratera e quanto mais tempo esteve em sombra permanente, maior a fração de gelo exposto. A cratera Haworth, localizada perto do polo sul lunar e em sombra há mais de 3 bilhões de anos, apresentou um dos sinais de maior concentração de gelo.