Governo do Distrito Federal estima rombo de até R$ 5 bilhões e adota medidas de austeridade
O governo do Distrito Federal (GDF) enfrenta um déficit orçamentário que pode chegar a R$ 5 bilhões, segundo o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira. Dívidas acumuladas desde 2023 e despesas sem previsão orçamentária pressionam as contas públicas, com impactos em áreas como mobilidade, folha de pagamento e obras. Medidas de corte de gastos e aumento de arrecadação estão sendo implementadas para equilibrar as finanças.
Déficit acumulado e dívidas
O secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino de Oliveira, informou que o déficit acumulado nas contas do GDF pode atingir R$ 5 bilhões. Desse total, R$ 1,9 bilhão refere-se a dívidas já contabilizadas entre 2023 e 2025, enquanto outros R$ 2 bilhões correspondem a despesas realizadas sem previsão orçamentária. O Tribunal de Contas do DF (TCDF) estima um rombo ainda maior, com base em informações não disponíveis ao governo, incluindo despesas não empenhadas. A área de mobilidade é uma das mais afetadas, com uma dívida de cerca de R$ 1,5 bilhão com empresas de ônibus.
Medidas de ajuste fiscal
Para enfrentar a crise, o GDF adotou medidas de austeridade, como o corte de contratos de serviços e a redução de gastos em áreas como cultura, esporte e turismo. A execução orçamentária foi centralizada, exigindo que todos os órgãos passem pela análise da Secretaria de Economia antes de realizar despesas. O governo busca cortar R$ 2 bilhões em gastos e aumentar a arrecadação em igual valor, priorizando ações fiscais mais eficientes. Valdivino de Oliveira destacou que as medidas já começaram a ser implementadas, mas reconheceu que o ajuste será desafiador.