Juíza adia aprovação de acordo bilionário da Anthropic por uso não autorizado de livros em treinamento de IA
A juíza federal Araceli Martinez-Olguin suspendeu a aprovação do acordo de US$ 1,5 bilhão da Anthropic, considerado o maior acordo de direitos autorais da história dos EUA. Autores e membros da classe alegam que a compensação para advogados é excessiva e os pagamentos aos afetados são irrisórios. A decisão ocorre após objeções de escritores que acusam a empresa de usar obras protegidas para treinar seus modelos de IA sem autorização.
Contexto do acordo e objeções
A Anthropic, empresa de inteligência artificial, propôs um acordo de US$ 1,5 bilhão para encerrar processos judiciais relacionados ao uso não autorizado de livros protegidos por direitos autorais no treinamento de seus modelos de IA. No entanto, autores e membros da classe afetada apresentaram objeções, argumentando que a compensação para os advogados envolvidos no caso é desproporcionalmente alta, enquanto os pagamentos aos autores lesados seriam mínimos. A juíza Martinez-Olguin solicitou que os autores respondam às preocupações dos objetores antes de prosseguir com a aprovação.
Reações e próximos passos
Alguns autores alegam que a equipe jurídica tentou silenciar críticas ao acordo, dificultando a participação de objetores no processo. A juíza determinou que as preocupações sejam devidamente analisadas antes de uma decisão final. O caso levanta questões sobre a ética do uso de obras protegidas por IA e a transparência em acordos judiciais de grande porte.