Joe Dunthorne reflete sobre influências literárias e memórias de infância em entrevista ao The Guardian
O escritor Joe Dunthorne compartilha suas primeiras lembranças de leitura e a influência de autores como Shirley Hughes e Terry Pratchett em sua formação. Ele destaca como obras como 'Mort', de Pratchett, moldaram sua visão sobre literatura e escrita, além de abordar sua relação com a poesia de Dylan Thomas e a descoberta de 'Trainspotting' por meio de sua irmã.
Primeiras lembranças literárias
Dunthorne recorda sua infância em Swansea, onde as histórias de 'Alfie', de Shirley Hughes, eram lidas por seu pai. A experiência de reler essas obras para seus próprios filhos o transporta de volta ao quarto no sótão, onde desenvolveu seu amor pela leitura. Ele menciona que só percebeu o quanto conhecia essas histórias ao reencontrá-las na fase adulta.
Terry Pratchett e a paixão pela fantasia
Aos 10 anos, Dunthorne se dedicou exclusivamente aos livros de Terry Pratchett. Entre suas obras favoritas, 'Mort' se destacou por apresentar a figura da Morte como um personagem burocrático e quase ordinário, transformando o sobrenatural em algo cotidiano. O autor descreve como essa abordagem o fascinou, comparando o Grim Reaper a um funcionário indesejado, como um cobrador de impostos.
Outras influências e descobertas
Dunthorne também menciona sua relação ambivalente com a poesia de Dylan Thomas, desenvolvendo uma 'alergia' ao estilo do autor galês durante sua juventude em Swansea. Além disso, ele relata como a leitura da cópia de 'Trainspotting' de sua irmã o inspirou a seguir a carreira de escritor, reforçando o impacto das obras que o cercavam na adolescência.