Ator de biopic 'Michael' defende filme de acusações de 'embranquecimento' e sugere sequência para abordar polêmicas
O ator Colman Domingo, que interpreta Joe Jackson no biopic 'Michael', defendeu o filme de acusações de 'embranquecimento' e sugeriu que uma possível sequência poderia abordar as alegações de abuso sexual contra Michael Jackson. O longa, que estreou em abril de 2026, foi criticado por não incluir cenas sobre as acusações, cortadas após intervenção dos advogados do espólio de Jackson. Reshoots adicionaram US$ 15 milhões ao orçamento, e o filme agora termina em 1988, sem menção às polêmicas.
Cenas cortadas e reshoots milionários
O filme 'Michael', que retrata a vida de Michael Jackson e é interpretado por seu sobrinho Jaafar Jackson, teve cenas sobre alegações de abuso sexual removidas após pressão do espólio do cantor. Segundo reportagem da Variety, uma cláusula em um acordo judicial com um dos acusadores, Jordan Chandler, proibia a menção ou representação dele em qualquer filme. Isso levou a reshoots que adicionaram US$ 15 milhões ao orçamento, custos cobertos pelo espólio de Jackson, que agora possui participação acionária na produção. O filme termina em 1988, durante a turnê 'Bad', sem abordar as acusações.
Defesa do filme e possibilidade de sequência
Colman Domingo, que interpreta Joe Jackson, pai de Michael, defendeu o filme em entrevista ao programa 'Today'. Ele afirmou que 'Michael' foca 'na formação de Michael' e que a narrativa termina em 1988, anos antes das primeiras alegações. Domingo sugeriu que uma sequência poderia explorar os eventos posteriores, incluindo as polêmicas. O espólio de Jackson continua negando as acusações, e o filme foi lançado sem cenas que abordassem o tema, gerando críticas de 'embranquecimento' da história do cantor.