Live Nation e Ticketmaster são consideradas monopólio ilegal em veredicto histórico
Um júri determinou que a Live Nation e a Ticketmaster violaram leis antitruste federais e estaduais, dominando a indústria da música ao vivo. As empresas foram consideradas monopolistas ilegais nos mercados de serviços de ingressos, venda de ingressos para shows e uso de anfiteatros. Fãs pagaram US$ 1,72 a mais por ingresso.
Veredicto e Acusações
Após um julgamento de cinco semanas em Manhattan, um júri decidiu que a Live Nation e a Ticketmaster violaram leis antitruste federais e estaduais. A coalizão de procuradores-gerais estaduais argumentou que a Live Nation agiu como um "valentão monopolista", prejudicando a concorrência e elevando os preços dos ingressos. O júri determinou que a empresa monopolizou ilegalmente o mercado de serviços de ingressos, venda de ingressos para shows e o uso de anfiteatros, além de atar ilegalmente o uso de seus locais aos seus serviços de promoção de shows. O valor que os fãs pagaram a mais por ingresso foi estimado em US$ 1,72.
Próximos Passos e Histórico Legal
O foco agora se volta para o juiz Arun Subramanian, que decidirá se ordenará a separação da Ticketmaster da Live Nation, um objetivo declarado pelos estados. No entanto, tais ordens são raras e o juiz pode optar por banir apenas condutas anticompetitivas. A Live Nation pretende contestar o resultado em instâncias superiores. O Departamento de Justiça dos EUA e dezenas de estados moveram o processo em 2024, 14 anos após a fusão entre Live Nation e Ticketmaster. Na época, o então procurador-geral Merrick Garland declarou: "É hora de quebrá-la."