Colômbia expulsa embaixador da Bolívia em retaliação a medida semelhante de La Paz
A Colômbia anunciou a expulsão do embaixador boliviano em retaliação à decisão da Bolívia de expulsar a embaixadora colombiana, acusada de 'interferência'. A crise diplomática ocorre em meio a protestos violentos na Bolívia, onde manifestantes exigem a renúncia do presidente Rodrigo Paz devido à grave crise econômica.
Crise diplomática e protestos na Bolívia
A chancelaria da Colômbia informou, em comunicado oficial, o encerramento das funções do embaixador boliviano Ariel Percy Molina Pimentel como medida de reciprocidade. A decisão foi tomada horas após a Bolívia expulsar a embaixadora colombiana Elizabeth García, sob a acusação de 'interferência direta' nos assuntos internos do país. O presidente colombiano, Gustavo Petro, classificou os protestos na Bolívia como uma 'insurreição popular' e ofereceu-se para mediar o diálogo entre manifestantes e o governo boliviano. Petro afirmou que o governo de Rodrigo Paz está sendo 'questionado pelo povo' e criticou a expulsão da embaixadora como um ato que caminha para 'extremismos'.
Contexto político e econômico
A Bolívia enfrenta sua pior crise econômica desde a década de 1980, com esgotamento das reservas de dólares e inflação crescente. O presidente Rodrigo Paz, aliado dos Estados Unidos e do governo de Donald Trump, assumiu o poder há seis meses, encerrando duas décadas de governos socialistas liderados por Evo Morales e Luis Arce. Desde o início de maio, camponeses, operários e mineiros realizam manifestações violentas exigindo a renúncia de Paz, após a eliminação de subsídios aos combustíveis em dezembro de 2025, medida que agravou a crise econômica.