Trump encerra acordo com Irã e declara: 'Não quero mais negociar' durante cúpula da OTAN
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o fim do memorando de entendimento com o Irã durante a cúpula da OTAN em Ancara, classificando o país persa como 'escória' e 'mentiroso'. Ataques militares mútuos entre EUA e Irã elevam tensões, enquanto Teerã promete 'medidas decisivas' para proteger sua segurança nacional. Trump, porém, não descarta futuras negociações diplomáticas.
Contexto e declarações de Trump
Durante a cúpula da OTAN em Ancara, na Turquia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (08/07) que o memorando de entendimento (MoU) firmado entre Washington e Teerã está encerrado. 'No que me diz respeito, acabou', afirmou Trump, criticando duramente o governo iraniano. 'Não quero mais negociar com eles, são escória. São pessoas doentes, cruéis e violentas. Para mim, lidar com eles é uma perda de tempo. São mentirosos. Há algo de errado com eles. São malucos', acrescentou o mandatário norte-americano.
Reações e contra-ataques
A declaração de Trump ocorreu após ataques militares dos EUA a cidades portuárias iranianas na noite de terça-feira (07/07). Em resposta, o Irã contra-atacou bases militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, anunciou que o país adotará 'medidas decisivas' para proteger sua segurança nacional, citando violações repetidas do memorando por parte dos EUA, especialmente nos artigos 1 e 2, que tratam do respeito à soberania iraniana. Além disso, o Departamento do Tesouro dos EUA retomou o embargo às exportações de petróleo do Irã.
Perspectivas diplomáticas
Apesar do tom agressivo, Trump deixou aberta a possibilidade de futuras negociações diplomáticas. 'Vou falar com nossos negociadores, eles querem negociar. São pessoas boas, Steve Witkoff, Jared Kushner, mas eles precisam voltar a falar comigo', afirmou. A chancelaria iraniana, por sua vez, classificou o memorando como 'ineficaz' e acusou os EUA de múltiplas violações ao acordo.