Trump pressiona Xi Jinping sobre apoio chinês ao Irã em reunião bilateral em Pequim
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viajará a Pequim nos dias 14 e 15 de maio para reuniões com o líder chinês Xi Jinping, com foco em pressionar a China a reduzir seu apoio ao Irã, especialmente nas compras de petróleo e possíveis exportações de armas. A visita ocorre em meio a tensões geopolíticas envolvendo comércio, Taiwan e a crise no Oriente Médio.
Foco nas relações China-Irã
Segundo fontes do governo norte-americano citadas pela Bloomberg, Trump concentrará seus esforços em discutir as relações comerciais entre China e Irã, destacando as compras chinesas de petróleo iraniano — um dos principais mercados para o petróleo bruto do Irã — e possíveis exportações de armas. A pressão faz parte de uma estratégia mais ampla para reequilibrar a relação entre EUA e China, priorizando reciprocidade e independência econômica americana.
Agenda da visita e expectativas
A visita de Trump à China terá início na noite de quarta-feira (13/05), com uma cerimônia de boas-vindas na manhã de quinta-feira (14/05), seguida de reuniões bilaterais com Xi Jinping. À tarde, Trump visitará o Templo do Céu e participará de um banquete de Estado. Na sexta-feira (15/05), os líderes tomarão chá e almoçarão juntos antes da partida de Trump. Fontes indicam que anúncios sobre acordos comerciais ou restrições podem ser feitos durante ou após a visita, embora não haja planos para um novo programa de investimento chinês de grande porte.
Contexto das tensões bilaterais
A reunião ocorre em um momento de alta tensão entre as duas maiores economias do mundo, com disputas em áreas como comércio, inteligência artificial, Taiwan e a crise no Oriente Médio. A porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, afirmou que Trump buscará "bons acordos" para os EUA, enquanto um assessor econômico presidencial destacou que a prioridade é restaurar a independência econômica americana.