MP convoca Prefeitura de Campinas para resolver contaminação em condomínio após 25 anos de impasse
O Ministério Público de São Paulo marcou reunião com a Prefeitura de Campinas para discutir a contaminação por substâncias cancerígenas no Condomínio Parque Primavera, no bairro Mansões Santo Antônio, que completa 25 anos sem solução. Dois dos três blocos permanecem interditados, e moradores denunciam tratamento desigual em relação a outros condomínios da região. A construtora responsável, Concima S.A., teve falência decretada em 2022.
Reunião do MP com Prefeitura
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) convocou representantes da Prefeitura de Campinas para uma reunião nos dias 8 ou 9 de junho, com o objetivo de resolver as pendências que impedem a solução da contaminação no Condomínio Parque Primavera. A promotora Luciana Ribeiro Guimarães Viegas de Carvalho exigiu a participação de três secretarias municipais: Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas), Secretaria de Habitação (Sehab) e Secretaria de Justiça (SMJ). Segundo o MP, o encontro busca 'delimitar as pendências que impedem a solução da problemática ambiental e urbanística da área'. A Prefeitura informou que está verificando a disponibilidade das agendas para confirmar a participação.
Denúncias dos moradores
Proprietários dos apartamentos interditados apresentaram uma notícia de fato ao MP, alegando tratamento desigual por parte da Prefeitura. Eles afirmam que outros condomínios ao redor da área contaminada já foram liberados, enquanto os blocos do Parque Primavera permanecem interditados. Além disso, contestam a orientação da Prefeitura de que cobranças sobre projetos de descontaminação ou manutenção da usina de extração de gases devem ser direcionadas à construtora Concima S.A., que teve sua falência decretada pela Justiça em abril de 2022.